Do Secovi Rio
Para driblar a crise e a queda na renda, as famílias estão
se adaptando e mudando os hábitos de consumo. O mesmo tem acontecido com o mercado
imobiliário carioca: num cenário de incertezas políticas e econômicas,
inquilinos se mudam para imóveis em bairros mais baratos, proprietários aceitam
negociar e começam a proliferar as placas de “Vende ou aluga”.
Foi nesse tom que o vice-presidente do Secovi Rio, Leonardo
Schneider, começou, nesta terça-feira, 24/1, na sede do Sindicato, a
apresentação dos principais dados do Panorama do Mercado Imobiliário do
Rio de Janeiro 2016, uma pesquisa anual com dados sobre compra, venda, locação,
condomínios e outros dados do setor, que contou com o patrocínio da Mapfre.
- Antes você via placas apenas com “Aluga-se” ou “Vende-se”.
Agora, como as pessoas estão evitando financiamentos de longo prazo, os imóveis
estão migrando para a locação, o que acarretou num aumento expressivo da oferta
no último ano. A solução para quem quer fazer negócio é oferecer para venda ou
aluguel ao mesmo tempo, e o que aparecer primeiro ele fecha – explicou
Schneider.
Ele reforçou que no último o volume de financiamentos
imobiliários caiu 46% no Brasil. O número de lançamentos ficou em 6 mil
unidades, menos da metade do que se apurou em 2010, quando houve o boom.
Neste cenário, a queda no preço dos aluguéis chama a
atenção. Em 2016, o valor médio do metro quadrado, em torno de R$ 37, se
aproximou do cobrado há quatro anos. “Apesar do momento delicado, é um bom
período para negociação. Os proprietários não querem arcar com as despesas de
um imóvel vazio, então aceitam contrapropostas. Da mesma forma, quem quer
comprar também pode conseguir bons descontos”, lembrou o dirigente.
O Panorama do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro
2016 poderá ser acessado gratuitamente no portal do Secovi Rio, na seção
Publicações.
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